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Imastun

G.I.Gurdjieff, "Encontros com Homens Notáveis",
Editora Pensamento,  p. 43-44.


Outra lenda, que meu pai cantava sobre esse mesmo Dilúvio antes do dilúvio, tomou depois disso uma significação muito particular para mim.

Contava-se ali que, há muito tempo - setenta gerações antes do último dilúvio (e cada geração valia por cem anos), no tempo em que o mar estava onde hoje está a terra e a terra, onde hoje está o mar - existia uma grande civilização, cujo centro era a ilha de Hannin, que, por sua vez, era o próprio centro da terra.

Ora, essa ilha de Hannin, como me ensinaram outros dados históricos, estava situada aproximadamente onde agora se encontra a Grécia.

Os únicos  tinham sido algumas membros de uma confraria denominada Imastun, que representava, por si só, toda uma casta.
Esses Irmãos Imastun estavam, antigamente, espalhados por toda a terra, mas o centro de sua confraria permanecia nessa ilha.

Esses homens eram sábios. Estudavam, entre outras coisas, a astrologia e foi para poder observar os fenômenos celestes sob ângulos diferentes, que logo antes do dilúvio se haviam disseminado por toda a terra. Mas, qualquer que fosse a distância, às vezes considerável, que os separasse, permaneciam em comunicação constante entre si bem como com o centro de sua comunidade, que mantinham ao corrente de suas pesquisas, por meios telepáticos.

Para tal fim, recorriam a pítias, das quais se serviam como se fossem aparelhos receptores. Uma vez em transe, elas captavam e anotavam inconscientemente todas as informações que os Imastun lhes transmitiam. De acordo com o ponto de onde lhes chegavam as informações, essas pítias as inscreviam num dos quatro sentidos convencionais.

Mais precisamente, transcreviam de cima para baixo, as comunicações que lhes eram dirigidas dos países situados a leste da ilha; da direita para a esquerda, as que recebiam dos países situados ao sul; de baixo para cima, as que lhes chegavam do ocidente (onde se encontravam então a Atlântida e, mais longe, a América atual); e da esquerda para a direita, as que lhes eram transmitidas das regiões onde se encontra hoje a Europa.

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