
Autores: Ana Helena Fragomeni
Ribamar Fonseca
Tauana Brandão
ISBN: 978-858754-12-5
Idioma: Português
Encadernação: Capa Dura
Dimensões: 21,5 x 27 cm Ilustrado
Ano: 2013
Páginas: 170
Brasília - não vivemos em cartões postais
Na capital do país, 95% da população não vive no Plano Piloto e também sofre diariamente com graves problemas urbanos, consequências do descaso do governo com o ser humano. Este livro é para aqueles que amam Brasília, mas entendem que qualidade de vida deve ser para todos e não apenas para os moradores do Lago Sul. Somos Ceilândia, Paranoá, Riacho Fundo, Águas Claras, Guará, Taguatinga... queremos trens, calçadas, respeito. Um livro provocativo que pretende ajudar na transformação de uma cidade planejada para poucos para uma cidade habitada por todos.
Este livro faz uma crítica corajosa que desafia verdades até agora incontestadas, porque ligadas a ícones como JK, Niemeyer e Lúcio Costa. Brasília envelheceu em meio século? A sua concepção e arquitetura enrugaram e ganharam celulite com o crescimento desmesurado? Comparada com a também planejada Washington fica demonstrado que o greco-romano é mais longevo que a modernidade dos anos 50.
É o que os autores nos fazem pensar, na sua rebeldia sensata contra a passividade do senso-comum. Para esse senso-comum, suas conclusões perspicazes e inteligentes devem soar como blasfêmias.Capital também da explosão imobiliária e demográfica (nessa ordem), Brasília incha sem parar nos defeitos e desvios, sem lei e sem eficiência como urbe.
O diagnóstico da doença crônica que abrange o Distrito Federal é também o desafio para encontrar os remédios que evitem uma explosão do inchaço. Folhear este livro é repetir a interjeição “que horror!”, a cada momento de luz que os autores jogam sobre o território desconhecido em que sempre convivemos. Este livro sacode as mentes dos que amam Brasília e sentem escapar a qualidade de vida.
Alexandre Garcia - jornalista
novembro 2013Livro relata com sinceridade cruel a realidade urbanística de Brasília
4 de janeiro de 2015 - Publicada na Amazon.com
Esse livro foi música para meus olhos. Me mudei para Brasília aos 2 anos de idade. Vivo aqui ha mais de 20 anos, e já tive a experiência de morar 12 anos na Europa em diversos países. Brasília para mim sempre foi uma enorme contradição, especialmente em termos de arquitetura e urbanismo. Nunca entendi como Lúcio Costa e Niemeyer sempre foram tão endeusados, sendo que a cidade é um péssimo exemplo de urbanismo e arquitetura: excesso de impermeabilização das calçadas, privilégio dos carros sobre as pessoas, museus sem espaço para acervo, entradas de quadras e prédios pelos fundos, calçadas ridiculamente estreitas, entre tantas outras falhas.
Os brasilienses, talvez carentes de ter algo a se orgulhar, e comparando Brasília com outras cidades do Brasil, com qualidade de vida inferior, acham a cidade a última coca cola do deserto, sem um nexo lógico, sem embasamento. Apesar de muito arborizada, a cidade é repleta de incongruências e uma falta total de respeito com o pedestre e com a boa usabilidade e interface entre os espaços públicos e as pessoas.
O livro relata com primor os principais problemas urbanísticos da cidade, e faz uma série de sensatas sugestões de como alterar os espaços públicos sem que isso implique necessariamente numa descaracterização da cidade.
Recomendo o livro pra quem está cansado do endeusamento de Oscar Niemeyer e Lúcio costa, e que busque entender os problemas da cidade e possíveis sugestões de melhorias. Ah se os administradores da cidade e do IPHAN lessem esse livro!Veja este livro no Facebook
